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Oobit permite que 170M de usuários do PIX no Brasil usem a USDT

A Oobit integrou a stablecoin USDT, atrelada ao dólar, ao sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, o PIX, permitindo que os usuários enviem, recebam e mantenham USDT sem uma carteira de criptomoedas. Isso simplifica o uso de stablecoins para milhões de brasileiros, eliminando etapas extras em exchanges e ampliando as opções de pagamento.
A rede de pagamentos instantâneos do Brasil, PIX, lançada pelo banco central em 2020, conta agora com quase 170 milhões de usuários. A Oobit, uma empresa de pagamentos apoiada pela Tether, está integrando a stablecoin USDT diretamente nesse sistema.

A medida significa que qualquer usuário do PIX pode enviar ou receber USDT através do aplicativo da Oobit, usando a mesma infraestrutura de liquidação rápida que os brasileiros já utilizam para transações diárias. Não é necessária uma carteira de criptomoedas ou conta em exchange separada – a stablecoin é tratada como qualquer outro saldo dentro do ecossistema PIX.

Para os traders, esta é uma expansão direta da utilidade da USDT no quinto país mais populoso do mundo. O Brasil tem uma das maiores taxas de adoção de criptoativos da América Latina, mas a conversão de reais para stablecoins muitas vezes exigia uma transferência bancária para uma exchange e, em seguida, um saque. A integração da Oobit remove esses pontos de atrito. Os usuários podem carregar a conta com PIX e gastar USDT em comerciantes que aceitam a rede, ou simplesmente manter o ativo atrelado ao dólar como reserva de valor.

"O objetivo é tornar as stablecoins tão banais e confiáveis quanto qualquer conta bancária fiduciária", disse um representante da Oobit ao The Block. A empresa não divulgou a data exata de lançamento, mas afirmou que o serviço já está ativo.

A Tether, emissora da USDT, forneceu a liquidez subjacente e o suporte técnico. A stablecoin tem uma capitalização de mercado acima de US$ 110 bilhões, e a iniciativa no Brasil se encaixa em uma estratégia mais ampla para incorporar a USDT em infraestruturas de pagamento nacionais. Acordos semelhantes existem na Turquia e em partes do Sudeste Asiático.

O que muda para o mercado? A demanda por USDT no Brasil pode aumentar à medida que mais usuários do PIX descobrirem a stablecoin para remessas, poupança ou comércio transfronteiriço. A integração também pressiona as stablecoins concorrentes – USDC e DAI – a garantir parcerias locais comparáveis. O Banco Central do Brasil ainda não regulamentou diretamente as stablecoins, mas indicou cautela. Qualquer regra futura que exija que os emissores de stablecoins mantenham reservas localmente poderia complicar o modelo.

Por enquanto, o catalisador imediato é a adoção pelos usuários. O próximo dado verificável será o volume de negociação nas exchanges brasileiras que usam o PIX como porta de entrada. Se os influxos de USDT dispararem, é de se esperar que outras redes de pagamento na região – o SPEI do México, o DEBIN da Argentina – enfrentem ofertas de integração semelhantes.